RECICLAGEM II: O QUE RECICLAR.

 

Vamos agora aos materiais que podem ser reciclados, aqueles que devemos separar do lixo orgânico e do não orgânico (mas não reciclável).


Vidro:

- Objetos inteiros ou quebrados, garrafas, potes, frascos, copos, etc. De preferência embrulhados em jornal.


Papéis:

- Jornais, folhas escritas ou impressas , encadernadas ou avulsas, cartões, cartolinas, envelopes, revistas, formulários, papelão, embalagens longa vida, de ovos e embalagens em geral. Estas embalagens não podem estar sujas de comida (como embalagem de pizza), pois o papel não pode ser lavado como o plástico, portanto, quando sujo de alimento não pode ser reaproveitado.


Plásticos:

- Garrafas, sacos, embalagens em geral, recipientes e artigos de uso doméstico em geral.


Metais:

- Latas de bebidas e conservas em geral, arames, fios, pregos, panelas e utensílios de ferro e alumínio em geral.

fonte: Semam/Santos.



Lembrando que todos estes objetos (com exceção do papel),  quando sujos de alimento, devem  ser lavados, não obrigatoriamente, mas de preferência. 

Riso


A tabela abaixo nos ajuda a identificar os símbolos que constam em algumas embalagens.



 

RECICLAGEM I: PORQUE RECICLAR.

 

 

Separar o lixo orgânico do reciclável, é uma das primeiras atitudes a serem tomadas por todos aqueles que querem ajudar o nosso planeta e aos seres que nele vivem.

Considerem que os materiais recicláveis são feitos a partir de matérias primas retiradas da natureza.  Mas com a manipulação do homem para transformá-lo no material desejado, deixam de ser naturais. Ok?

Alguns exemplos:

O papel é feito das fibras da celulose retiradas das árvores. Mas se jogarmos papel no meio de uma floresta a celulose que o compõem por um acaso voltará às árvores, ou dele brotará uma árvore? 

O vidro é feito de areia, mas não dá para espalhar cacos de vidros na praia, dá?

O alumínio é feito da alumina que é retirada da bauxita. Mas dá para sair jogando latinhas por aí? Alguém acha que ela vai como que por um milagre retornar à bauxita existe em determinado solo?

O plástico vem do petróleo, mas pelo que sei as milhares de garrafas PET que chegaram ao mar estão boiando nos oceanos, e nenhuma delas voltou para algum poço de petróleo.

Quando separamos o lixo reciclável, estamos dando a ele a possibilidade de ser reutilizado, reaproveitado, diminuindo assim a necessidade de se  extrair  matéria prima da natureza.

Mas esse não é o único motivo, temos dois outros muito importantes também. Separando o lixo reciclável,  permitiremos que os aterros sanitários tenham muito mais tempo de vida e evitaremos também que muitos desses lixos, que muitas vezes nem chegam aos aterros, fiquem circulando por aí, sujando e dando um aspecto feio as cidades, entupindo bueiros, sujando praias, chegando aos oceanos e matando animais marinhos.

Pensar no nosso lixo é sim muito importante, e não dá mais para deixar para depois .Sem jeito 

 

  

 

CASTELOS DE AREIA.

Hoje não vou falar de Meio Ambiente, vou falar de Nós!

 

 

Quantos são os castelos de areia que construiremos em nossas vidas, e que no primeiro sopro de vento se desmoronarão, e colocarão abaixo junto com eles os nossos sonhos?

 

Quanto vale tantas e tantas tentativas de construí-los, se por vezes eles nos parecem, e são tão frágeis, que a qualquer momento, quando a gente menos espera, viram pó.

 

Vale pela alegria de vê-lo pronto, formado e completo? Vale pela dor e sofrimento na hora que percebemos que ele já não mais existe, e que em seu lugar ficou um punhado de areia? O que fazer com um punhado areia? Acho que vale por tudo, pois a experiência que esse mix nos dá, nos eleva, nos faz crescer, nos torna através da dor, mais fortes, mesmo que no meio do caminho, por vezes tenhamos vontade de desistir dos castelos, e querermos mais uma gruta para nos escondermos.

 

Mas ainda teimo em acreditar, que um dia irei construir um castelo de areia que será atingido apenas pelo brilho do sol, que os ventos não mais terão força sobre ele, pois será forte o bastante para resistir a tudo.

 

Quantos castelos de areia teremos que construir até que consigamos mantê-los firmes e resistentes as intempéries? Não sei.  Talvez o poder não esteja em nossas mãos, mas em nossas mentes e corações.

 


 

Com amor,

Malu Filézio

 

 

CULTURA SOLIDÁRIA.

 

No penúltimo sábado comecei a fazer um curso chamado: " Economia Solidária e Cooperativismo". Confesso que na primeira aula não fiquei muito empolgada, embora o tema seja interessante, alguma coisa ali não me agradou. Mas minha opinião mudou a respeito depois da segunda aula, no sábado passado.

Só para ficar claro, o curso tem a duração de 2 meses, cada sábado teremos um professor diferente, falando de um assunto diferente, ligado é claro, ao tema do curso.

No sábado dia 25/09, tivemos aula com o professor pesquisador Paulo de Salles Oliveira, e eu adorei!  Adorei tanto que eu teria que sair antes da aula acabar por conta de um outro compromisso, e eu não sai, fiquei até o fim. 

Foram tantos os ensinamentos que nos foi passado, que valeriam a pena independente do interesse pelo curso em si. Deu para entender?! Qualquer pessoa que estivesse ali, mesmo que não tivesse nenhum interesse pelo curso, teria com certeza levado algo dentro de si de volta para casa.

Conforme ele ia falando eu procurava dentro do possível (sou meio lerda) ir anotando algumas coisas, e vou passar para vocês algumas das algumas coisas:

"Solidário é aquele que ajuda e que se deixa ser ajudado" 

"Cada um cede um pouco, ninguém perde, ninguém ganha"

"Os meus problemas não são indiferentes ao outro e vice-versa"

"Eu não sou sozinho, a minha individualidade não pode me transformar no centro do mundo"

Adorei estas frases, pois elas cabem direitinho em nossas vidas, em todos os campos. Provavelmente elas foram tiradas do livro de autoria dele: Cultura Solidária em Cooperativas - projetos coletivos de mudança de vida. - Editora USP. Quem quiser ler online é só clicar aqui.  Quem quiser adquir é só clicar aqui (mas acredito dê para encomendar através das livrarias tradicionais). Ok?!

Mas como nada é perfeito, e eu "adoro" pagar um mico, não posso deixar de contar este episódio, é para rir, mas foi quase para chorar.

Quase no final da aula, eu com fome (embora tenha um intervalo com lanchinho), pensando loucamente no torrone que estava na minha bolsa, me questionava: "Pego ou não pego? Abro ou não abro?" E por sorte não abri. Logo em seguida ele citou como exemplo de economia solitária a seguinte situação: "Nós estamos todos aqui, e imaginem que tenha alguém com fome, não seria justo que essa pessoa começasse a comer no meio da aula sendo que podem ter outras pessoas com fome e ela não teria para todo mundo. Nós temos que aprender a segurar nossos impulsos, neste caso, temos que segurar a fome, esperar a aula acabar e depois sim, comemos."

Vocês não tem idéia de como eu me senti, foi por pouco, será que ele lia pensamentos?! Aprendi mais uma.

Fui!

Língua de fora






VIRA-LATA.

 

Este é o título do mais novo livro de minha filha:


Após uma atitude corajosa, onde ela teve que expor seu pequeno braço a uma agulha, resolvi levá-la a uma livraria, para que assim ela pudesse escolher o seu prêmio. Não pensem vocês que aqui as coisas funcionam a base de troca, mas neste caso, foi merecido.

Quando chegamos a livraria fomos direto as prateleiras reservadas aos livros infantis, dentre todos ficamos com dois, e um deles é este. Para quem gosta do tema vale a pena adquiri-lo, a linguagem é bem clara e transmite uma bela mensagem.

O livro conta a  história de um vira-lata (só podia), que depois de tanto sofrimento e abandono, encontra um lar. Ele me fez pensar no que vimos, a Luana e eu, no sábado retrazado: uma "feirinha" para doação de cães e gatos.

Haviam algumas senhora atrás de alguns cercados onde se encontravam os animais. Algumas delas  ficavam no aguardo enquanto as pessoas olhavam os animais, e uma outra falava da importância da colaboração das pessoas com doações, mas principalmente com o ato da adoção.

Em cima dos cercados tinham algumas garrafas PET, que tinham a função de um cofrinho, as pessoas que doacem R$2,00 tinham direito a uma adesivo com os dizeres: "Eu bréco para animais".

 A ONG responsável por aqueles animais se chama MAPAN, e expõe os animais para doação nos sábados em frente ao shopping Balneário (do outro lado da avenida -  Ana Costa-Santos/SP). Aqueles que tem interesse em adotar um bichinho, esta é uma ótima oportunidade.

Eu confesso que fiquei MUITO tentada, mas temos um cão temperamental de 11 anos, e não quis arriscar. Mas com certeza voltarei lá um dia com a intenção de sair com um bichinho.

A parte curiosa desta história foi o número de vezes que a minha filha me perguntou: "Por que aquelas senhoras não querem dinheiro pelos cachorrinhos?" Acostumada a ver cães de raça a venda num pet shop próximo a minha casa, ela não conseguia entender a diferença entre aqueles lindos cãezinhos dentro das cercas no meio da calçada, com os cãezinhos do pet shop. Mas animada ela ficou quando se deu conta que não precisaria ficar anos juntando "dindin" para que pudesse comprar um cãozinho, aqueles lá só precisam de alguém que os queiram.

 Fica aí minha dica, aqueles que podem e que gostariam de ter um cãozinho, pensem na possibilidade de adotarem.

Na minha vida eu tive dois vira-latas, e os dois foram marcantes, mesmo que o primeiro tenha feito parte dela ainda enquanto eu era bebê e nos primeiros anos. A memória afetiva é algo bárbaro, não me lembro de situações vividas com ele, mas sinto um imenso carinho toda vez que o seu nome me vem a cabeça. A minha segunda vira-lata merece um história só dela, fica para um outro dia.


 

Janjão, família e euzinha.


Pituca, meu irmão Marco e minha mãe There.

Filhotes da Pituca (já viram turminha de viras mais lindos?) e família.


E aqui fico eu, até a próxima!

                       Tonto


 

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